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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Evanescence volta com "What you want" mas não com o que você realmente quer

Nas pré eliminares do lançamento do terceiro álbum da banda de new gothic metal Evanescence, que será no dia 4 de outubro deste ano, a rede mundial de televisão MTV fez uma pré estréia junto com a banda liderada pela cantora e pianista, Amy Lee, com uma apresentação ao vivo e rápida do primeiro single do álbum que será auto intitulado.

Após a apresentação da música What you want, os integrantes da banda responderam perguntas feitas por internautas e pelo público selecionado de 30 pessoas que ali estavam. Apesar de muitos fãs brasileiros – considerados pela Lee como “loucos e viciados pelo som”, terem enviado muitas perguntas, nenhuma delas foram lançadas ao ar. “O que eu posso dizer, o público brasileiro é o melhor”, disse Lee quando perguntada sobre a energia de se fazer uma turnê.

A verdade é que, apesar do single soar forte e expor claramente a melhora que a banda ganhou na bateria com a demissão de Rock Gray e a contratação de Will Hunt, a música já começou deixando a desejar para aqueles que curtem a essência musical da atmosfera sombria do Evanescence. Uma espécie mal feita de rock brasileiro lembrando o som triturado da baiana Pitty com mensagens do tipo “lembre-se de quem você realmente é” e “faça o que você quer até você achar o que procura” não foi o bastante para satisfazer quem espera há mais de cinco anos por um novo trabalho.

Falta ironia, articulação com a dor e diálogo com o obscuro. Falta a doçura da escuridão e a saudade de um tempo que não foi vivido, mas que foi desejado por tanto sofrer. O problema disso é que Amy Lee, atual líder da trupe, compõe conforme os momentos em que vive, ela não sabe expressar pensamentos poéticos, e sim, experiências de vida. Aquele som murmurante que levou a banda ao sucesso em menos de um mês de estréia com o álbum Fallen não voltará mais. E não é porque o ex líder Ben Moody deixou tudo para trás na turnê européia não, é porque a vontade de Amy em Bring me to life e o ódio que ela sentia em Going under já foram superados. A prova disso foi vista no segundo álbum, The open door, onde ela rotineiramente reclamava em suas canções amores e traições – típicos de uma jovem acima do peso. Quem não se lembra do escândalo de Call me when you’re sober, onde Amy expressa o seu desprezo pelo ex Shaun Morgan – vocalista da banda Seether que só fez sucesso com a música Broken, com trechos “deveria ter deixado você cair, perder tudo” e “você nunca me liga quando está sóbrio, você só quer porque está tudo acabado”, e a música épica Lithium, quando ela implora pelo elemento químico usado para anestesiar a dor e cita “não me deixe dormir aqui sozinha” ou “não bebeu o bastante para me dizer que me ama”. Ao contrário desses singles, a música romântica Good enough fechou o álbum de decepções mostrando que ela finalmente se sente “bem o bastante” para o seu amor e terapeuta Josh Hartzler.

O que esperar das próximas canções? “Coisas entre relação com os fãs e dificuldades enfrentadas por amigos ou até por mim mesma em algum dia da minha vida”, foi o que explicou Amy em uma entrevista no MTVNews.

sábado, 4 de junho de 2011

Filme RIO

Ah, o Rio! Junte o carnaval com os carros alegóricos, mulheres de biquinis com seus adereços, com o jogo de futebol mais disputado da América do Sul – onde, claro, o Brasil vence a Argentina, mais a primavera nas ruelas do bairro Santa Teresa por onde o Bondinho passa e o morro de alguma comunidade da “cidade maravilhosa”. Perfeito! Não, espere um pouco, faltou a arara azul. Agora sim, perfeito! Vos apresento o filme Rio!
Talvez foi assim que o diretor Carlos Saldanha, responsável pelo personagem esquilo da trilogia “A era do gelo”que, coincidentemente, não desiste nunca em guardar sua noz para o inverno rigoroso, conseguiu convencer os norte americanos a produzir um filme completamente brasileiro, estrategicamente montado para dar um “tapa de luva” nos contrabandistas de aves brasileiras.
O enredo?! Típico hollywoodiano, mas quem se importa? Mocinhos e mocinhas com um conflito provocado por vilões. E do que seriam as crianças sem os vilões bitolados? Sem as quedas de precipícios e a sobrevivência? Sem o menino arrependido?!? Sem o final feliz? Mas a façanha é que, por mais Hollywood que pareça, não é, é Rio! Não há cenários fictícios, cada pedacinho mostrado de cenário no filme, é extremamente real, é tão real que às vezes não parece uma animação 3D. Salvo os recursos gráficos usados.
O que mais me encantou foi a representação da favela. O menino assistindo o jogo de futebol em cima da laje, vendo o Maracanã. É tornar a favela encantada, mas não há ilusão nisso. Quem já esteve no alto de um morro à noite sabe do que se trata. Os macacos, que me perdoe o Saldanha, não tem como não comparar com os lêmures de Madagascar, até o “rei” enfeitado. Só faltou o rei chamar os turistas roubados  de “grandes bocós”. Mas como “na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, quem vai querer ir contra Lavoisier agora?!
Com certeza, o filme Rio será, se já não está sendo, um filme didático, pois além de tudo isso, ele trata de um tema real no Brasil, que é a extinção da espécie da arara azul. E com certeza, se tornará uma trilogia.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Resumo do livro: Heavier than Heaven

Heavier than heaven: uma biografia de Kurt Cobain
Charles R. Cross

Sobre o autor:

Charles R. Cross é jornalista, norte americano, e especializado em biografias. Dono de duas revistas especializadas em Rock, já publicou sete biografias sobre o Kurt Cobain entre a vida da banda de rock “Led Zeppelin: sombras mais altas que nossas almas” e do guitarrista Jimi Hendrix “Room full of mirrors [uma sala cheia de espelhos] – uma biografia de Jimi Hendrix".
Roqueiro assumido, é fã da banda Nirvana, e por isso não mediu esforços para a publicação do sétimo livro “Heavier than heaven: uma biografia de Kurt Cobain”.

Sobre o livro:
Foram “quatro anos de pesquisa, 400 entrevistas, numerosos armários de arquivos de documentos, centenas de gravações musicais, muitas noites de insônia e quilômetros e quilômetros percorridos de carro entra Seattle [sua cidade] e Aberdeen [lugar onde Cobain viveu]” declara o autor logo no início do livro.

Ainda no começo, ele justifica porque da publicação: “era fácil amar o Nirvana [banda do Cobain] porque, por maior que fosse sua fama e glória, eles sempre pareceram vira-latas”.

A edição é a de 2008, traduzida por Cid Knipel. Ganhou prêmio de melhor livro nos EUA em 2002. A narração ganhou versão cinematográfica da Universal Pictures e, em breve, será lançada.

A história:
O livro, de 24 capítulos, começa com a ascensão e melhor fase da banda Nirvana e do vocalista Kurt Cobain. Ele já casado com a Cortney Love. Uma turnê no Reino Unido, que deu nome ao livro. O segundo capítulo começa já com seu nascimento e assim se vai, infância, adolescência, a vida no rock’n’roll, a criação da banda e seu sucesso, e o seu suicídio.

Com uma linguagem simples e em terceira pessoa, o autor usa de vários depoimentos da família, da viúva Love, de conhecidos e de seus diários pessoais. Kurt Cobain, assim como todo artista, tinha seu refúgio, e antes do vício com as drogas, ele desabafava e compunha em cadernos.

O livro se torna uma obra prima, uma jóia e incrivelmente viciante, pelo fato de ser uma obra feita com paixão. O autor é fã e já chegou a entrevistar o biografado no auge de sua carreira. Na popular “nota do autor” ele relata a sensação de morar próximo ao lugar que Cobain comprou a arma que explodiu a sua cabeça.

Kurt Cobain nasceu em 1967 e morreu em 1994. Era filho único de um mecânico e uma garçonete. Cresceu vivendo entre uma casa e outra, por conta do divórcio de seus pais. Era um menino feliz, mas não suportou essa separação.

Foi um rapaz doente, na adolescência. Foi quando ele começou a ter problemas sérios no estômago. Kurt morreu sem saber qual era a sua doença e temia que ela levasse o seu nome, pela raridade.

No mundo das drogas, começou usando maconha e terminou usando heroína. Tudo isso por conta do presente de seu tio, uma guitarra no aniversário de 13 anos. Foi assim que ele se apaixonou pelo punk e depois de algumas tentativas formou a banda Nirvana. A banda conseguiu fama depois de dois anos de formação.

Kurt, já casado e já pai de Frances, antes de morrer com tiro de espingarda, já havia tentado se matar antes. Com overdose de heroína, ele deixou um bilhete: “como Hamlet, eu tenho que escolher entre a vida e a morte, eu escolho a morte”. Um mês depois, ele escreve uma carta ao seu amigo imaginário e espedaça a própria cabeça com jumbinhos da espingarda comprada no mês anterior. O corpo ficou trancado na estufa de sua casa por volta de três dias. Sua esposa estava tratando do vício com as drogas em um centro de reabilitação e não acreditou na morte do marido.

Sua morte ganhou a primeira página do The New York Times.

Carta Suicida

Para Bodah,
Falando na língua de um simplório experiente que obviamente preferia ser um maricas covarde, infantil resmungão. Esta nota deveria ser bem mais fácil de ser compreendida.
Todas as advertências do Punk Rock 101 Courses ao longo desses anos, esta é a minha primeira introdução ao que poderíamos chamar de ética envolvendo independência e com o engajamento de sua comunidade foram provadas como verdadeiras. Há muitos anos eu não venho sentindo excitação ao ouvir ou ao compor música, bem como ao ler ou escrever. Eu me sinto culpado de dizer estas coisas através dessas palavras. Por exemplo, quando estamos nos bastidores e as luzes se apagam e o ruído enlouquecido da multidão começa, isto não me afeta da maneira como afetava o Freddie Mercury, que costumava amar e se deliciar com o amor e admiração da platéia, o que eu admiro e invejo totalmente. O fato é que não posso enganar vocês, nenhum de vocês. Simplesmente não seria justo para vocês e para mim. O pior crime que eu poderia imaginar seria o de afastar as pessoas sendo falso, fingindo estar me divertindo 100%. Às vezes eu sinto que deveria acionar um despertador todas as vezes que subisse ao palco. Eu tenho tentado com todas as minhas forças gostar disso, e eu gosto, Deus acredite em mim, eu gosto, mas isso não é suficiente. Eu aprecio o fato de que nós comovemos e entretivemos muita gente. Eu devo ser um daqueles narcisistas que só gostam das coisas quando elas acabam.
Eu sou muito sensível, eu preciso estar ligeiramente entorpecido para recobrar o entusiasmo que eu tinha quando eu era criança. Nas nossas últimas três turnês, tive um reconhecimento por parte das pessoas que conheci pessoalmente e dos fãs da nossa música. Mas eu ainda não consigo superar a frustração, a culpa e a empatia que eu tenho por todos.
Há bondade em todos nós e eu simplesmente amo muito as pessoas. Amo tanto, que isto faz me sentir tão fudidamente triste. O triste, sensível, insatisfeito, pisciano, homem de Jesus.
Por que você simplesmente não relaxa e curte? Eu não sei!
Eu tenho uma esposa que é uma deusa e que transpira ambição e empatia, e uma filha que me lembra bastante o jeito que eu costumava ser, cheia de amor e alegria, beijando cada pessoa que ela encontra porque todo mundo é legal e não vai machucá-la. Isto me aterroriza ao ponto de eu mal conseguir funcionar. Eu não suporto pensar na Frances tornando-se uma pessoa infeliz, auto–destrutiva uma roqueira da morte, coisas que eu me tornei.
Eu tenho estado bem, muito bem, e eu sou muito agradecido por isso, mas desde os sete anos, eu me tornei odiável perante as pessoas em geral. Isso porque parece tão fácil para os outros se darem bem e ter empatia entre si. Só porque eu amo e sinto muito dó das pessoas, eu acho. Obrigado a todos, do fundo do meu estômago queimando em náuseas pelas cartas e demonstrações de preocupação durante os últimos anos. Eu sou mesmo uma pessoa muito neurótica e taciturna e eu não tenho mais aquela paixão, então, lembrem-se: é melhor queimar de uma vez do que ir queimando aos poucos. Paz, amor e empatia. Kurt Cobain.

Frances e Courtney, eu estarei em seu altar.

Por favor, continue, Courtney, pela Frances.

Para que a vida dela seja muito mais feliz sem mim. Eu mão vocês. Eu amo vocês.


*Carta suicida de Kurt Cobain

terça-feira, 5 de abril de 2011

Entrevista: o diálogo possível

MEDINA, Cremilda. Entrevista: o diálogo possível. São Paulo: 5 ed. Editora Ática, 2008.



O livro “Entrevista: o diálogo possível” de Cremilda de Araújo Medina trata da entrevista e dos diversos aspectos que envolvem o jornalismo como fator de interação social e de transformação do meio.

A autora apresenta o atual modelo de entrevista, dirigida por questionários pré-estabelecidos, como frustrante para ambas as partes envolvidas no processo. O atual modelo técnico de entrevista impede a comunicação e subestima a importância do diálogo. Muitas vezes o jornalista induz o entrevistado às respostas que quer receber, preocupando-se apenas em cumprir a pauta.

São apresentados diversos aspectos que devem ser considerados no objetivo da pluralização de vozes e distribuição democrática da informação, tendo como finalidade o inter-relacionamento humano. A proposta é que se projete a simples técnica para a arte da entrevista, que engloba os processos de ouvir, perguntar, conversar.

Para que a entrevista fuja aos padrões impositivos e diretivos, a autora sugere que o entrevistador invista em sua própria personalidade, com a finalidade de conseguir atuar numa relação inter-criadora. O atual modelo de entrevista induz a um jogo de aparências, que pode ser substituído por um novo posicionamento do entrevistador, o qual levaria a auto-elucidação, ou seja, à tomada de consciência de ambos os indivíduos envolvidos no processo comunicacional.

Essa mudança de posicionamento faria com que houvesse uma mudança nos objetivos da entrevista na comunicação coletiva. Atualmente ela consiste, em sua maioria, na espetacularização do ser humano, enquanto poderia empenhar-se na intenção de compreendê-lo.

São apresentadas ao longo do livro as diversas categorias e subcategorias referentes à entrevista. Numa comparação do jornalismo como prática em relação às técnicas utilizadas nas Ciências Sociais, conclui-se que os jornalistas ainda fogem à teorização, agindo pelo “faro” adquirido. Por se configurar através da atualidade, universalidade, periodicidade e difusão; o jornalismo deixa a desejar na questão de novas possibilidades e apega-se ao imediatismo técnico.

Em alusão ao que a autora chama de “Ditadura da oferta”, nota-se que as empresas brasileiras investem muito mais em tecnologia que em seus quadros humanos. O modelo de objetividade e imparcialidade - que é tão divulgado enquanto objetivo do jornalismo - no livro é bastante questionado. A relatividade no jornalismo é aceita e destacam-se as pré-determinações em relação a quem se deve ouvir nas reportagens, que normalmente provém do autoritarismo institucional.

O Diálogo Possível é o foco do livro e se apresenta como a solução, não só da Entrevista, mas como dos modelos decadentes de jornalismo. A aproximação com a literatura e a substituição do objetivo pelo subjetivo se apresentam como possíveis soluções que já vêm sendo empregadas em determinados meios.

Propõe-se certa “rebeldia criadora”, onde a influência e a eficiência se mesclariam à naturalidade. A simples montagem das informações acumuladas em trabalho de campo (entrevista técnica) se humanizaria em um processo artístico, que opõe o linear ao fragmentado.

A autora cita as telenovelas como modelo de aceitação do público, pela sua não-linearidade e pelo uso constante do diálogo. Com uma estrutura narrativa adequada, o ponto de vista se torna mais eficiente. Diz-se que a emoção expressa através de estruturas substantivas, aliadas à clareza e precisão do estilo, garante a legibilidade no jornalismo.

A autora conclui o livro reafirmando a necessidade da implantação do Diálogo possível, ante a preocupação excessiva com o ‘bom português’: “A profissão de jornalista pode ser aventurosa, mas só uma das aventuras – o Diálogo Social – terá força para enfrentar o naufrágio”.

O livro conta ainda com um vocabulário crítico e bibliografia comentada, que servem de apêndice para a melhor compreensão do assunto e para possível aprofundamento teórico no mesmo.

terça-feira, 15 de março de 2011

Aquela regra ortográfica



Começando por esclarecer, “regra” é uma ordem que, salvo às exceções, tem o objetivo de unificar e tornar as coisas organizadas. “Ortográfica”, que vem de ortografia, palavra derivada do grego, ORTO “correto” estrutura, base que sustenta (como ortopedia e ortodontista) e GRAFIA “escrita”, o passar para o papel, tornar legível por códigos particulares; como psicografia, telegrafia, tipografia e tantas outras grafias que nem sempre se leva ao gráfico. Portanto, a regra ortográfica nada mais é que uma ordem da estrutura das palavras escritas. Isso conclui que a pronúncia continua a mesma.

A Língua Portuguesa já passou por cinco renovações ortográficas, a primeira em 1911 e a última, até agora, em 1990. A IDEIA é fazer uma unificação dos nove países que possuem a língua como oficial e, aos poucos, acabar com as diferenças ortográficas de cada um deles.

Até aí tudo bem, as coisas continuam belas e as palavras certamente ganharam uma forma mais simples na escrita – até porque ninguém mudaria para algo pior. A nova geração de estudantes primários terá, e já está tendo, uma facilidade na aprendizagem em ler e escrever - até porque tenho certeza que ninguém se simpatiza com aqueles montantes de acentos, tremas, hífens (ou hífenes, como preferem alguns) e aquele tanto de exceções às regras que já confundia por si só.

Há quem diga que isso foi muito bom, que já pegou a lógica da coisa e que é filho de Heros – ou qualquer outro deus de origem mitológica romana, grega ou egípcia, e que, no mínimo, é um chato! Se há uma coisa que temos que concordar é que essa nova regra deu uma desestruturada na cabeça de muita gente que já não sabe onde se sentar porque, afinal de contas, tiraram ou não o acento de ônibus?!

E assim, como ter que aprender que azul agora é COR DE ROSA, todo mundo fica regulando a mão ou os dedos – se for uma digitação, para não por o acento em IDEIA, para não colocar o trema em LINGUIÇA e saber diferenciar a FORMA da FORMA – entendeu?

No mundo acadêmico a exigência é muito maior, pois quem cursa um ensino superior faz parte da elite de uma sociedade com uma vivência cruel em níveis de ensino. É como na era vitoriana, quando a alta sociedade era submetida a tantas torturas de vestimentas: homens usando perucas e saltos altos e mulheres usando espartilhos e vestidos que pesavam até três vezes mais que a moçoila.

Mas não se desespere. Não há razão para arrancar os cabelos. Há disponibilidade de arquivos em PDF na web de guias práticos da nova ortografia, como, por exemplo, o Michaelis, e ainda softwares para baixar grátis, atualizando o seu programa de edição de textos. Assim, caberá à escolha individual entre, reaprender ou deixar por conta das máquinas.