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sexta-feira, 22 de abril de 2011

FUCK*****

E o dia vai passando como se não fosse algo surpreendente. Porque é.

Ah, não sei bem, mas às vezes parece que muita coisa ao meu redor não é real, não encarando REAL como o oposto de ilusório, mas no sentido nobre da coisa.

E antes que eu perca o foco do porquê de eu estar escrevendo aqui, nessa sexta-feira da paixão - isso me faz lembrar de não me apaixonar nunca [a lógica é simples, quem se apaixona, se fode - seja lá como for - é preferível não correr o risco], isso porque Jesus deu o exemplo de não fazer isso, ou simplesmente, porque ele já o fez por nós.

Não é meu propósito aqui ficar falando de coisas religiosas e todo o resto que vem atrás - resto este que se resume em conflitos. Aliás, o que mesmo eu ia falar?! Eu nem sei mais, ta subindo um cheiro aqui bom de comida [observação para o tanto que eu comi hoje - ave maria, tirei a barriga da miséria. Casa de mãe é bom por isso].

Voltando, é incrível como a vida está idiota. O real é apenas aquilo que brilha, putz!!! [alguém, por favor, fale para mim mesma que sempre foi assim, que o ser humano é mesmo uma merda?!!!!!! rsrs]. Estou assim reflexiva, porque estive diante de umas coisas feias hoje, e não é porque é dia santo não, NÃO SOU SIMPATIZANTE DO CATOLICISMO ROMANO DOS INFERNO. ELES MATARAM MEUS ANTEPASSADOS NA FOGUEIRA. KKKKKKKKKKKKKKKK

Quer saber?! Dane-se.

Um dia eu volto pra buscar a conta.

[and you, who's always wishing my boy, motherfuc*****, CUZ I'm very happy when he's around me and I don't really care. F*Y*]

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tudo que não posso ignorar sozinha à noite


Não preciso que digam, eu posso sentir a noite chegando.

Eu posso sentir a noite chegando. Então, separe-me dos vivos! Colocando todos meus pensamentos juntos, apenas tentando entender a mim mesma, já não consigo ver se há algo errado nos fantasmas que me cercam.

Depois de tudo que vi, não poderia dizer se conseguiria ver a luz outra vez, então, por favor, encontre as palavras para me fazer melhor.

E se eu ao menos soubesse como me deixar de lado...

Não importa muito o que dizem, eu ainda posso acreditar que sonhos são sagrados. Assim como uma canção de ninar, ou como a própria razão. Embora não acredite, pegue meus sonhos mais obscuros e brinque com eles, como se fossem peças das minhas obsessões. Vamos lá, me faça aprender a lição, faça eu me encontrar novamente.

Você sabe, você é tudo pelo qual estou vivendo, e tudo pelo qual estou morrendo. Tudo que eu não consigo ignorar sozinha à noite. Tudo pelo qual eu sou procurada e, embora eu quisesse um pouco mais, meus fantasmas estão ganhando de mim.

Eu realmente pensei que poderia mudar o mundo para fazer você me ver. Para, simplesmente, ser a única. Mas depois de perceber que não, o que eu faria afinal? Talvez fugir dos meus pensamentos – eu poderia ter corrido para sempre. Mas quão longe eu teria chegado sem ficar de luto pelo seu amor?

Deveria doer te amar? Eu deveria me sentir como eu me sinto? Talvez eu deva trancar a última porta aberta, pois meus fantasmas ainda ganham de mim.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Entrevista: o diálogo possível

MEDINA, Cremilda. Entrevista: o diálogo possível. São Paulo: 5 ed. Editora Ática, 2008.



O livro “Entrevista: o diálogo possível” de Cremilda de Araújo Medina trata da entrevista e dos diversos aspectos que envolvem o jornalismo como fator de interação social e de transformação do meio.

A autora apresenta o atual modelo de entrevista, dirigida por questionários pré-estabelecidos, como frustrante para ambas as partes envolvidas no processo. O atual modelo técnico de entrevista impede a comunicação e subestima a importância do diálogo. Muitas vezes o jornalista induz o entrevistado às respostas que quer receber, preocupando-se apenas em cumprir a pauta.

São apresentados diversos aspectos que devem ser considerados no objetivo da pluralização de vozes e distribuição democrática da informação, tendo como finalidade o inter-relacionamento humano. A proposta é que se projete a simples técnica para a arte da entrevista, que engloba os processos de ouvir, perguntar, conversar.

Para que a entrevista fuja aos padrões impositivos e diretivos, a autora sugere que o entrevistador invista em sua própria personalidade, com a finalidade de conseguir atuar numa relação inter-criadora. O atual modelo de entrevista induz a um jogo de aparências, que pode ser substituído por um novo posicionamento do entrevistador, o qual levaria a auto-elucidação, ou seja, à tomada de consciência de ambos os indivíduos envolvidos no processo comunicacional.

Essa mudança de posicionamento faria com que houvesse uma mudança nos objetivos da entrevista na comunicação coletiva. Atualmente ela consiste, em sua maioria, na espetacularização do ser humano, enquanto poderia empenhar-se na intenção de compreendê-lo.

São apresentadas ao longo do livro as diversas categorias e subcategorias referentes à entrevista. Numa comparação do jornalismo como prática em relação às técnicas utilizadas nas Ciências Sociais, conclui-se que os jornalistas ainda fogem à teorização, agindo pelo “faro” adquirido. Por se configurar através da atualidade, universalidade, periodicidade e difusão; o jornalismo deixa a desejar na questão de novas possibilidades e apega-se ao imediatismo técnico.

Em alusão ao que a autora chama de “Ditadura da oferta”, nota-se que as empresas brasileiras investem muito mais em tecnologia que em seus quadros humanos. O modelo de objetividade e imparcialidade - que é tão divulgado enquanto objetivo do jornalismo - no livro é bastante questionado. A relatividade no jornalismo é aceita e destacam-se as pré-determinações em relação a quem se deve ouvir nas reportagens, que normalmente provém do autoritarismo institucional.

O Diálogo Possível é o foco do livro e se apresenta como a solução, não só da Entrevista, mas como dos modelos decadentes de jornalismo. A aproximação com a literatura e a substituição do objetivo pelo subjetivo se apresentam como possíveis soluções que já vêm sendo empregadas em determinados meios.

Propõe-se certa “rebeldia criadora”, onde a influência e a eficiência se mesclariam à naturalidade. A simples montagem das informações acumuladas em trabalho de campo (entrevista técnica) se humanizaria em um processo artístico, que opõe o linear ao fragmentado.

A autora cita as telenovelas como modelo de aceitação do público, pela sua não-linearidade e pelo uso constante do diálogo. Com uma estrutura narrativa adequada, o ponto de vista se torna mais eficiente. Diz-se que a emoção expressa através de estruturas substantivas, aliadas à clareza e precisão do estilo, garante a legibilidade no jornalismo.

A autora conclui o livro reafirmando a necessidade da implantação do Diálogo possível, ante a preocupação excessiva com o ‘bom português’: “A profissão de jornalista pode ser aventurosa, mas só uma das aventuras – o Diálogo Social – terá força para enfrentar o naufrágio”.

O livro conta ainda com um vocabulário crítico e bibliografia comentada, que servem de apêndice para a melhor compreensão do assunto e para possível aprofundamento teórico no mesmo.